REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR DO PTP-MADEIRA

A VERDADE QUE A DITADURA QUER ESCONDER

Transcrição das palavras dos deputados José Manuel Coelho, Raquel Coelho, José Luís Rocha e do Presidente da Assembleia, Miguel Mendonça.


O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- (minuto 15.12) Sr. deputado Coelho do PTP.

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Obrigado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.Eu acho curioso, quando Sua Excelência, o Sr. Presidente da Assembleia, já se dá ao luxo de, abreviadamente, me tratar não por José Manuel Coelho, mas por Coelho. Naturalmente, tem de ser assim, porque o Sr. Presidente está em guerra aqui com o Grupo Parlamentar do PTP. Ainda recentemente, o Sr. Presidente da Assembleia exclamava irado, “guerra é guerra”. Tem de combater o Coelho. Bem haja!

Mas de maneira que, voltando a este assunto do Conselho de Concertação Social, aqui proposto pelo CDS- Partido Popular, a nossa opinião é outra bastante diferente. Vamos votar contra esse Conselho de Concertação Social. O Povo Madeirense não precisa desse Conselho de Concertação Social. Precisa de se revoltar contra o regime jardinista. Já basta de abusos sobre o Povo Madeirense. Nós vamos discutir no Conselho de Concertação Social o quê? Os aumentos que têm sido feitos pelo governo jardinista, pelo regime, para pagar as riquezas injustas do Sr. Jaime Ramos, do Sr. Coito Pita, do Sr. Tranquada, dos Sousa dos Portos, que enriqueceram escandalosamente ao longo destes anos todos, com milhões e milhões de euros. Estão a canalizar esse dinheiro para o estrangeiro, não investem na sua terra, não resolvem o problema do desemprego. Vão para Cabo Verde, vão para Angola, vão para o Brasil. Têm o dinheiro nos seus offshores, não pagam impostos na Região. Até o Sr. Miguel de Sousa, que é um grande empresário do regime, leva as suas empresas de cerveja lá para São Tomé e Princípe, que não paga impostos na Madeira. O que é que estes Senhores querem? Ainda querem Concertação Social? Discutir com esta gente? O Povo tem que se revoltar contra estes cavalheiros, porque estes senhores só protegem os grandes senhores do dinheiro. Protegem os lucros do Sr. Jaime Ramos e do filhote, do Sr. Tranquada que não sabe onde deita dinheiro. Temos…

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado, se faz favor …(ilegível)

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- …temos de combater…combater estes aumentos escandalosos de impostos..

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado tem moderar os termos da sua intervenção.

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Vou moderando já. Olhe vou já dizer outra coisa, como é que se pode admitir que se esteja a pagar Vinte e Cinco euros e Oitenta Cêntimos (25,80€) por uma garrafa de gás de Treze quilos (13 Kg), enquanto nos Açores se pagam Dezasseis Euros (16€). Para onde vai esse dinheiro? Pagar as dívidas acumuladas pelo regime jardinista, para encher as empresas do Sr. Jaime Ramos, do Avelino Agrela e de outros tubarões do regime. que os Madeirenses têm de pagar isso tudo. Não está certo! O Sr. está em guerra, em guerra (Sr. José Manuel Coelho do PTP referindo-se ao Sr. Presidente Miguel Mendonça)….

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado tem que…tem que…

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Vossa excelência está em guerra, em guerra com o Coelho….

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado pessoaliza as suas intervenções….

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):-  Deixe-me acabar…vou moderar…vou moderar o meu discurso…

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado pessoaliza as suas intervenções e não o deve fazer. O Sr. deputado pessoaliza as suas intervenções e não o deve fazer….

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Mas tem de ser.  A política é feita por pessoas. Esses Senhores estão ricos à custa da miséria e da desgraça do Povo Madeirense. O que é que a gente vai discutir no Conselho de Concertação Social. Não temos nada para discutir. Temos é que por a gente fora do governo…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):-  Dê carga neles, continue….

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- O Senhor está a fazer a factura……o Sr. está a fazer a factura…

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Se o Sr. deputado continuar a pessoalizar as suas intervenções…(ilegível)

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Já vou virar a outra página…outra página. Veja outra coisa. Sr. Presidente, Senhoras e Senhores deputados, como é que se admite que nós os madeirenses tenham que pagar metade da gasolina de imposto ao Governo Regional. Um terço do Gasóleo ao Governo Regional. Para onde vai esse dinheiro, para as parcerias público privadas, para pagar Cento e Vinte (120) milhões de euros ano a essas empresas da qual o Sr. Jaime Ramos também tem comissão. Que são essas empresas que estão a devorar os impostos dos Madeirenses, meus amigos. A gente não tem nada para discutir nada no Conselho de Concertação Social. Nós temos é que fazer a revolução…

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. deputado….

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- (ilegível)… A verdade dói…..

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- …Vamos agora pagar mais impostos, gás mais caro, gasolina mais cara, para o Sr. Presidente ter dois ordenados…é uma vergonha, dois ordenados. Arranjou um tacho…isto é uma vergonha o que se passa aqui dentro meus amigos….pronto….não digo mais nada que o Sr. está em guerra comigo…Guerra é guerra…pronto…

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):-  Acabou o tempo da chincana. O tempo da chincana acabou o tempo….

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- O tempo da chincana…você acha isto chincana?

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):-  Isto que está aqui é pior que na tropa…Na tropa é que há censura. Isto é uma sociedade castrense, não lhe convém. Você deixe de fazer censura que você não é dono do Parlamento. Os deputados são livres e não podem ser censurados nas suas interlocuções. Lembre-se disso. Você não faça censura….

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado se faz favor de não perturbar os trabalhos….

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Ele não está a perturbar nada….

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- Estou a fazer um ponto de ordem à mesa, estou a fazer um ponto de ordem à mesa….ponto parágrafo, ponto parágrafo….

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- Sr. deputado se faz favor…não perturbar os trabalhos senão mando o retirar da sala….


A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Aqui ninguém se cala…! A gente está aqui a representar Dez (10) Mil pessoas….


O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- É muito sensível à crítica? Você tem de aceitar à crítica como faz aos outros…e você acabou de fazer aos outros…um deputado no pleno uso da palavra foi interrompido por si…já várias vezes.

Mas porquê que você se ofende com o que eu digo?

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):- O Sr. deputado está a perturbar os trabalhos, faz favor de retirar o Sr. deputado da sala (ao minuto 20.20).

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- Vai tirar o quê? O que é que o senhor vai tirar?…Ponha-se a andar para a rua…ponha-se a andar para a rua…(referindo-se aos funcionários da Assembleia)

O SR. PRESIDENTE (Miguel Mendonça):-  Sr. deputado…..(ilegível)


O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Vai-te embora…vai te embora… (referindo-se aos funcionários da Assembleia)

(muita confusão e violência)

FUNCIONÁRIO DA ASSEMBLEIA:- Aquilo é seu, tudo o que tiver é seu….

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- larga…larga…larga….

(muita confusão e violência)

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Sai daqui….(referindo-se ao funcionário da Assembleia)

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- Põe-te andar daqui! Eu não saio daqui. Eu tenho pleno uso do meu direito de fazer uma interpelação à mesa…..Acabou! Vai te embora (referindo-se ao funcionário da Assembleia) que eu não vou para a rua….Vai-te embora que eu não vou para a rua…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Gente suja…gente suja…Criminosos! Maltratam os deputados que estão aqui a defender o Povo. Você está a tirar Dez (10) Mil pessoas daqui do Parlamento! Agride as pessoas física e psicologicamente…(referindo-se ao Presidente da Assembleia, Sr. Miguel Mendonça)

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- O teu trabalho aqui dentro não é este… O teu trabalho aqui dentro não é este…o teu trabalho não é fazer de cacique de ninguém (referindo-se a um dos funcionários). É pau mandado….

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- É assim mesmo…guerra é guerra…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Eles querem guerra vão ter guerra……Onde é que isto se aceita…não acho isto normal.

Ele fez-lhe sangue? Já viu? (referindo-se ao deputado José Manuel Coelho)

O SR. JOSÉ MANUEL COELHO (PTP):- Tenho que ir lavar…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Isto é uma ordinarice esta casa!

Cala-te sua suja! Cala-te sua malcriada. Não és senhora, não és nada. Tem vergonha, tem vergonha! Qual é a moral que tu tens para me dirigir a palavra. Qual é a moral que tu tens? Não te atrevas a me dirigir a palavra, a se quer olhar para mim. Quem és tu? (referindo-se à deputada Rafaela Fernandes do PSD).

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- Até parece que sou um estrangeiro cá dentro. Como é? Isso que está aí faz parte do ofício…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Faça o seu papel que você também é fresco…

Isto é que é uma gente cheia de dignidade…

Aqui a maltratar uma pessoa. Uma pessoa aqui a defender o Povo, em nome da Madeira, é maltratada, ofendida, desrespeitada. Nem sequer pode falar, nem pode fazer as suas intervenções….

Desculpe Roberto, a gente tem uma certa razão….O Rocha tem Sessenta e Sete anos (67), pelo Amor de Deus, há limites. Há limites para a sujidade…

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):- há limites, mas sou uma pessoa como outra qualquer…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Acho que o Sr. não está de acordo com o que aconteceu agora. Acho que ninguém decente está de acordo…ninguém decente, ninguém de bem…Que isto é uma pura violência, uma pura violação…

Se não quer ouvir saia…Ou também vão me tirar daqui à força?

O SR. JOSÉ LUÍS ROCHA (PTP):-  Isto é feito para homens não é para gente fina…

A SRA. RAQUEL COELHO (PTP):- Sente-se muito ofendida, mas não se sente ofendida com as brutidades que se passa na sua bancada!? Não se sente ofendida! Sente-se ofendida com isto.

Vocês acham isto divertido, não acham?(referindo-se aos deputados do PSD).

Fim de citação.

 

O Sr, Presidente da Assembleia considerou que o deputado José Manuel Coelho tinha tido uma linguagem menos própria. Quais são as palavras que neste discurso são menos próprias por parte do deputado? Que actos é que são menos próprios? A verdade está aqui descrita, sem omissões. Esta é a VERDADE  que a Voz do Povo quer revelar a todos.

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