José Manuel Coelho VOZ DO POVO

ADVOGADOS SANGUESSUGAS DO JARDINISMO CHUPAM TOSTÕES DAS VITIMAS DA COLONIA

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O “Regime de Colonia” na Região Autónoma da Madeira nunca foi extinto.

O prazo legalmente dado aos colonos para adquirem a sua terra foi curto de mais, tendo em consideração a época e a situação económica que os caseiros estavam sujeitos.

Foram raros os casos de caseiros que na altura tiveram condições económicas para adquirem os terrenos, pois, para além das poucas possibilidades financeiras que tinham,  desconheciam muitos pormenores da legislação.

Na época, os caseiros tinham uma associação que os representava muito bem, contudo não tinham a forma mais correta para comunicar com os caseiros. Aliás, este parlamento deveria atribuir uma medalha aos lutadores que se sempre pugnaram pelo fim do “Regime de Colonia” na Madeira, em particular a grande lutadora, Inês Afonseca, entre outros, como o senhor Vicente Freitas e o ex-deputado, padre Mário Tavares.

Infelizmente, ainda hoje, há pessoas que sofrem as consequências da colonia. No final do ano passado, as Finanças em Câmara de Lobos, hipotecaram e colocaram em leilão público terrenos e habitações de pessoas que nunca conseguiram registar os seus terrenos e habitações, pois o senhorio tinha dívidas e as Finanças hipotecaram o que legitimamente não era do senhorio, mas que legalmente continuava em seu nome. Noutros casos, existem outras pessoas que querem construir, mas que não podem fazer porque o título de propriedade ainda está no nome do senhorio.

Aqueles se quiserem legalizar a sua situação, só lhes resta uma alternativa: encher os bolsos dos senhores advogados Tranquada Gomes e Coito Pita, os advogados dos atuais senhorios.

Os ladrões continuam a perseguir os caseiros.

 

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