REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR DO PTP-MADEIRA

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ALBERTO JOÃO MANDOU À MUITO O SEU JORNAL E OS SEUS INSIGNIFICANTES CAPANGAS DENEGRIR A IMAGEM DO ACTUAL PRESIDENTE DA CÂMARA DO FUNCHAL

A revista de Lisboa, «Sábado», na sua edição de 11 a 17 de Abril, páginas 58 e 59, num trabalho do jornalista António José Vilela, envolve na maçonaria o Presidente da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque, bem como o deputado Lino Abreu, secretário-geral do CDS-Madeira.

O texto do trabalho jornalístico começa da seguinte forma:
«O aviso de Oliveira Dias, venerável mestre da nova loja madeirense João Gonçalves Zarco, nº 71, colocou em pânico a hierarquia da Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal (GLLP/GLRP): vários maçons influentes da Madeira corriam perigo iminente de serem expostos em público. Um dos ameaçados era Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal e o maior rival de Alberto João Jardim na luta política madeirense.»
Exclarece-se que este Oliveira Dias trata-se de um indivíduo que o ex-presidente da Cãmara Municipal de S. Vicente, Humberto Vasconcelos, foi buscar a Lisboa para seu chefe de gabinete e que, enquanto na Madeira, discretamente ia abordando a necessidade de afastar Jardim.

Aliás, o referido Humberto Vasconcelos empenhou-se em absoluto na última campanha interna no PSD, a favor de Albuquerque e contra jardim.
A reportagem da «Sábado» que tem o título «O segredo maçónico do rival de Jardim», desenvolve assim o enredo que lhe dá origem:
«Seguiu-se, no Verão de 2009, uma queixa formal, ao Conselho de Jurisdição da GLLP, por ”conduta antimaçónica”. Enviada pela única loja maçónica regular da Madeira, revelava que vários maçons da ilha estavam há meses agitados por causa de um outro ”irmão” Fernando Teodoro, técnico de qualidade alimentar, que se mudara em 2008 de Lisboa para a Madeira. Segundo documentos internos da maçonaria a que a SÁBADO teve acesso, Fernando Teodoro acabou por ser oficialmente acusado pela loja de fazer ”ameaças de exposição profana relativas a irmãos (…), caso estes não o recebessem ou atendessem”.

A loja maçónica madeirense adiantou até qual era a ameaça concreta se Miguel Albuquerque se recusasse a receber Fernando Teodoro nos paços do município, no Funchal – ”Arriscaria ver uma foto sua paramentado (por exemplo, com o avental maçónico à cintura e o colar) nos jornais, colocando em crise a discrição deste nosso irmão”. Em pânico, o então grâo-mestre Mário Martin Guia (que recusou falar à SÁBADO sobre ”qualquer assunto relacionado com a maçonaria”) encontrou-se de urgência com Fernando Teodoro na pastelaria Mexicana, em Lisboa. Nessa altura, o assunto já era do conhecimento do vice-grão-mestre José Moreno, o actual grão-mestre dos maçons regulares, que fora também o padrinho que iniciara há muitos anos Oliveira Dias na GLLP/GLRP.

No encontro, Fernando Teodoro contrariou todas as acusações, salientando que apenas estava a tentar juntar todos os maçons madeirenses na mesma loja local, porque muitos estavam em lojas sediadas no continente por receio de serem descobertos (o líder do Governo Regional, Alberto João Jardim, é um antimaçon assumido). Teodoro garantiu ainda que nunca fizera qualquer ameaça aos ” irmãos” e muito menos a Miguel Albuquerque, com quem, disse, se teria encontrado para desbloquear alegados financiamentos em atraso da autarquia à CERNE, Casa da Europa na Madeira – uma associção dirigida pelo advogado maçon João Gonçalves, membro fundador da loja madeirense.»

No trabalho da «SÁBADO», surge depois a referência a Lino Abreu, na Madeira deputado, secretário-geral do CDS e presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região Autónoma da Madeira:

«Outro fundador foi Lino Abreu, secretário-geral do CDS-PP da Madeira e um dos actuais nove deputados do partido na Assembleia Regional da Madeira. Lino Abreu não respondeu aos contactos telefónicos da SÁBADO.»

E prossegue a narrativa do trabalho do jornalistas António José Vilela:
”MESES MAIS TARDE, ainda durante o longo processo disciplinar maçónico que culminou em 2012 com o anúncio interno da pena de exclusão de Fernando Teodoro, o maçon escreveu ao grande secretário da GLLP/GLRP, Vitor Duarte, relatando-lhe ao pormenor como abordara discretamente Miguel Albuquerque: assim que chegou à Câmara Municipal do Funchal, pediu para falar com a secretária do presidente, mas, para evitar qualquer obstáculo à audiência, introduziu um cartão de visita pessoal num envelope que fechou ali.

O cartão identificava-o como ”V.M. da R.L. Regina” (Venerável Mestre da Respeitável Loja Regina). Iniciado em 1999 pelo antigo grão-mestre José Manuel Eanes, Teodoro era, em 2009, venerável desta oficina maçónica fundada três anos antes pelo próprio e por outros seis maçons, ”a oriente de Fátima”. Ainda segundo o relato, após comunicar à secretária do presidente da autarquia que aguardaria o tempo que fosse necessário, acabou por conseguir a audiência com Miguel Albuquerque. Quando estava apenas com o presidente à porta do seu gabinete, teve com ele uma curta conversa, descrita no processo: ”Digo-lhe: ”Meu irmão, não sei se te deram um envelope?!”
Ele mete a mão no bolso, dizendo ”sim, tenho-o aqui…” Quando vejo sair o meu cartão de visita sem o envelope, fico estupefacto e digo-lhe:: ”Mas, meu irmão, esse meu cartão estava dentro de um envelope fechado”. De seguida, segundo o maçon, Albuquerque tê-lo-ia descansado dizendo ”Não faz mal, o cartão está aqui comigo”
O ex-maçon Fernando Teodoro, que vive na região de Lisboa, garante à SÁBADO que tudo o que fez foi do conhecimento do grão-mestrado da GLLP/GLRP. Desmentindo qualquer tipo de pressão para obter benefícios pessoais, afirma que não está desiludido com a maçonaria, mas com ”alguns maçons sem escrúpulos”.
No mesmo trabalho jornalístico aparecem referências a mais dois maçõns, Rui Sá do grupo Sá, que a «Sábado» diz ser «um dos maçons madeirenses que reunia fora da ilha», e Jorge Gameiro, apresentado como «ex-responsável da Igreja Evangélica Presbiteriana da Madeira».

A reportagem da «Sábado» termina da seguinte maneira:
”A SÁBADO contactou na semana passada a assessoria de imprensa do presidente da autarquia do Funchal, que sugeriu o envio por email das perguntas sobre este caso e a sua eventual ligação à maçonaria. Apesar das insistências, até ao fecho desta edição, na terça-feira, dia 9, Miguel Albuquerque não respondeu – estaria, de acordo com a sua assessoria, incontactável, em visita oficial à Venezuela. Mas em 2012, quando o autarca se candidatou à liderança do PSD Madeira, perdendo por poucos votos, o Jornal da Madeira (financiado pelo Governo Regional) acusou-o de ser o candidato da maçonaria. Na altura, Albuquerque disse que se tratava de um ”delírio intimidatório” e que também seria ”apoiado pelos astronautas, pelos extraterrestres…”»

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