REPRESENTAÇÃO PARLAMENTAR DO PTP-MADEIRA

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A perseguição judicial ao deputado José Manuel Coelho

Tribunal continuou a ouvir testemunhas no julgamento de dirigentes do PTP da Madeira

O Tribunal da Comarca da Madeira prosseguiu hoje a audição de testemunhas no julgamento dos dirigentes do PTP da Madeira, entre os quais José Manuel Coelho, acusados de crimes de difamação agravada e de fotografia ilícita.

Esta foi a segunda sessão da audiência do julgamento de um processo em que é assistente a juíza Joana Dias, que foi visada em muitas declarações e imagens, publicações, blogues e vídeos na internet do Partido Trabalhista Português/Madeira, tendo entre outras afirmações sido apelidada de “juíza dos sete maridos”.

Neste processo são arguidos os dirigentes do PTP José Manuel Coelho, Raquel Coelho, José Luís Rocha, que tem estado ausente porque está internado no hospital, e José Nóbrega, proprietário da empresa que editava a publicação Quebra-Costas, todos acusados de cinco crimes de difamação agravada e do mesmo número de crimes de fotografias ilícitas.

O julgamento esteve inicialmente agendado para 28 de setembro, mas foi adiado por causa das eleições autárquicas, visto que Raquel Coelho e José Manuel Coelho foram, respetivamente, candidatos e cabeças de lista às presidências das Câmaras Municipais do Funchal e Santa Cruz. Começou, por isso, a 30 de novembro de 2017.

O coletivo presidido pela juíza Carla Menezes, coadjuvada por Teresa Miranda e Filipe Câmara, ouviu como testemunha Quintino Freitas, um gestor hoteleiro e assessor do grupo parlamentar do PTP na Assembleia Legislativa da Madeira.

Quintino Costa afirmou que as críticas feitas pelo arguido José Manuel Coelho à juíza Joana Dias, assistente no processo, “nunca foram como pessoa e titular de um órgão de soberania”, incluindo nas reuniões internas do partido quando eram abordados aspetos relacionados com o setor da Justiça.

A testemunha sustentou que “críticas à justiça sempre houve e continuará a haver”.

“Pelo que conheço de José Manuel Coelho nada o move contra a pessoa [juíza Joana Dias] e não deve perder o sono pelas ações pessoais da doutora”, disse.

Entre outros aspetos, foi questionado sobre os vários artigos de opinião na publicação ‘O Quebra-Costas’, que deram origem a este processo, nomeadamente uma com o título “a juíza dos sete maridos continua a fazer das suas” e ao facto de usar um estacionamento do Comando Regional da PSP.

Quintino Costa admitiu que esta afirmação é “irrelevante” para o exercício da atividade da justiça, é um caso de “mau jornalismo”, embora rejeitando que tivesse a conotação de “intriga”.

“A direção do partido não tem que concordar com atos individuais dos elementos do PTP”, vincou, refutando que esta força política possa ser responsabilizada pelas ações do arguido José Manuel Coelho.

Quintino Costa insistiu que “independentemente da forma como aborda [José Manuel Coelho] as questões, não há como principal objetivo atingir pessoalmente a senhora doutora, mas a sua atividade judicial”.

A juíza presidente ainda mencionou que decorrem expedientes relativos a pedidos de levantamento de imunidade parlamentar de duas testemunhas que são deputados no Parlamento Europeu e na Assembleia Legislativa da Madeira (Marisa Matias e João Carlos Pereira), que condicionam o agendamento da próxima sessão do julgamento.

José Manuel Coelho já foi julgado e condenado em vários processos por este tipo de crimes, nomeadamente um que foi movido por Garcia Pereira a quem chamou de “agente da CIA”.

Depois do recurso, em janeiro de 2017, o Tribunal da Relação de Lisboa condenou-o a um ano de prisão efetiva, para cumprir aos fins de semana, em 72 períodos com a duração mínima de 36 horas e o máximo de 48 horas cada um, pela prática de um crime de difamação agravado.

http://www.dnoticias.pt/madeira/tribunal-continuou-a-ouvir-testemunhas-no-julgamento-de-dirigentes-do-ptp-da-madeira-YD2630526

http://obetinhos.blogspot.pt/2018/01/caso-joana-diasnova-sessao-hoje-de.html

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A demagogia e a hipocrisia dos verdinhos de Gaula servem para enganar os cidadãos mais distraídos

Vejam até que ponto os verdinhos de Gaula são capazes para enganar os cidadãos eleitores.

 São contra o financiamento partidário.São contra a devolução do Iva aos partidos.  Congratulam-se com o veto do presidente “Martelo” ao diploma, mas de uma coisa nunca se esquecem:

  De receber no seu grupo parlamentar as centenas de milhares de  euros todos os meses da subvenção da Assembleia Legislativa da Madeira aos partidos com representação Parlamentar.

 Então Perguntamos:se estão contra este financiamento, por o acharem imoral, porque razão o recebem? Porque não o devolvem à Assembleia e assim contribuem para a moralização da vida política? Perdoe-me agora a expressão: Mamar é bom!

  O mesmo se passa com o deputado Edgar Silva da CDU.

 É claramente contra o financiamento público dos partidos, já expressou essa atoarda várias vezes, mas nunca se lembra em devolvê-lo à origem.

 Porque será? -Claro que ele não é tonto!

  Ele e os verdinhos de Gaula, como é que iriam pagar depois os salários dos seus empregados (a maioria deles inúteis e incompetentes) nos seus grupos parlamentares? Meus amigos apanham-se estes falsões traídos pelas contradições do seu próprio discurso.

 Aos hipócritas discursos destes politiqueiros de pacotilha respondemos com a conhecida frase popular:A língua, não tem osso!

António Fontes dá mais uma malha na justiça fascista que temos no País!

Que é feito dos restos mortais do Cuba Libre?

Mas como o PPD-PSD – Madeira estava teso, concluía o corajoso do delator, os tais 10% foram alojar-se no bolso roto do Jaime Ramos.

17 DEZ 2017 / 02:00 H.

“Cuba Libre. Juíza manda investigar favores às construtoras (DN. 18.05.2017).
1. Por decisão de 17 de Maio de 2017 a meritíssima juíza Mão de Ferro, mandou às malvas o processo “Cuba Libre” e ordenou a instauração de novo processo-crime para investigar denúncia que aponta para o pagamento de favores que envolvem empresários, governantes e autarcas da Madeira. Ora, decorridos que estão já sete meses sobre esta decisão, o processo dorme uma sesta à espera de uma prescrição. Temos comichão.
2. A 16 de Agosto de 2017, em artigo publicado neste Diário, e a 19 de Agosto de 2017 em entrevista ao JM, Miguel Sousa trouxe ao conhecimento público – logo do Ministério Publico da Madeira – que o Jaime Ramos exigia 10% do valor das grandes empreitadas realizadas na Região para o bolso do PSD-Madeira. Mas como o partido estava teso, concluía o corajoso do delator, os tais 10% foram alojar-se no bolso do Jaime Ramos. Assim sendo, como é que é? Já foram fiscalizar o bolso do Jaime ou o “Exmo. Ministério Público da Madeira” por lá ficou a coçar-lhe as bolinhas? Cheirem as mãos.
3. Mais e mais importante. Já ouviram o Dr. Miguel Sousa sobre esta denúncia pública de um esquema “corrupto” do PSD-Madeira/10%/Jaime Ramos/Alberto João Jardim? Sim ou não, convém ter muita atenção a este detalhe: hoje, distribuir flores a juízas é assédio sexual.
4. Esta organização criminosa e “corrupta” denominada de PSD-Madeira/10%/Jaime Ramos/Alberto João Jardim, que está a custar aos madeirenses uma factura final de 6,2 mil milhões de euros, “incluso” os 1,2 mil milhões dolosamente escondidos das contas da República de Portugal, não pode cair no saco roto do tempo. Curioso, mesmo, é o apagão da oposição. Nestas coisas quem se lixa sempre é o mexilhão.
5. Este assunto não pode ficar esquecido. Os nomes dos empreiteiros estão todos no processo “Cuba Libre e o Miguel Sousa denunciou a “corrupção”. Agora, claro, meteu o rabinho entre as pernas – e calou-se. Tipo Ventura Garcês.
6. Quem não se cala é o trapaceiro do Alberto João Jardim. O gajo deixou as finanças da Região em gritos de penúria e, como se não bastasse, ainda tem a desfaçatez de dar lições de moral governativa ao Miguel Albuquerque. Os artigos publicados no tranvestido “Jornal da Madeira” é um hino à palermice. Um pouco de pimenta no rabo fazia-lhe bem. (diário de notícias)

Escândalo entre Secretário de Estado e presidente da “Raríssimas”!

 TVI revela alegado caso entre Presidente da Raríssimas e Secretário de Estado Estação mostrou fotografia comprometedora num areal do Rio de Janeiro.

O agora ex-secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado reagiu com notório embaraço a uma pergunta da TVI sobre a natureza da sua relação pessoal com Paula Brito e Costa, também ela demissionária da presidência da Associação Raríssimas. Numa entrevista tensa, em que o governante revela grande desconforto com as perguntas sobre as várias viagens que fez com Paula Brito e Cunha, a jornalista Ana Leal confronta-o: “Para além da relação profissional com a doutora Paula Brito e Costa, alguma vez teve algum outro tipo de relação com ela?” “Não”, responde o ex-secretário de Estado. “Isso é da minha vida privada e a minha vida privada não é para aqui chamda”, acrescenta Manuel Delgado. Ana Leal não desarma: “Não é vida privada porque é importante percebermos se o senhor foi favorecido, durante as suas funções [na Raríssimas], por uma associação que é paga com subsídios do Estado”. “Isto é a sua interpretação”, responde Manuel Delgado, que dá por finda a conversa. Mas a entrevista termina com uma imagem forte. Uma foto captada numa praia do Rio de Janeiro mostra um casal abraçado, de costas, deixando a entender que se trata de Manuel Delgado e Paula Brito e Cunha.

http://www.cmjornal.pt/sociedade//detalhe/tvi-revela-alegado-caso-entre-presidente-da-rarissimas-e-secretario-de-estado?Ref=DET_Recomendadas_pb

O agora ex-secretário de Estado da Saúde Manuel Delgado reagiu com notório embaraço a uma pergunta da TVI sobre a natureza da sua relação pessoal com Paula Brito e Costa, também ela demissionária da presidência da Associação Raríssimas. Numa entrevista tensa, em que o governante revela grande desconforto com as perguntas sobre as várias viagens que fez com Paula Brito e Cunha, a jornalista Ana Leal confronta-o: “Para além da relação profissional com a doutora Paula Brito e Costa, alguma vez teve algum outro tipo de relação com ela?” “Não”, responde o ex-secretário de Estado. “Isso é da minha vida privada e a minha vida privada não é para aqui chamda”, acrescenta Manuel Delgado. Ana Leal não desarma: “Não é vida privada porque é importante percebermos se o senhor foi favorecido, durante as suas funções [na Raríssimas], por uma associação que é paga com subsídios do Estado”. “Isto é a sua interpretação”, responde Manuel Delgado, que dá por finda a conversa. Mas a entrevista termina com uma imagem forte. Uma foto captada numa praia do Rio de Janeiro mostra um casal abraçado, de costas, deixando a entender que se trata de Manuel Delgado e Paula Brito e Cunha.
O governante apresentou a sua demissão poucas horas depois de conceder esta entrevista, ainda antes de esta ir para o ar, nesta terça-feira. O Governo diz que a sua saída se deve a “uma questão pessoal”
http://pravdailheu.blogspot.pt/2017/12/escandalo-entre-secretario-de-estado-e.html

 Toda a imprensa crucifica a Paula Brito por ganhar 6mil euros num mês, mas não se indigna com o vencimento de um juiz desembargador por exemplo que ganha 8 mil euros por mês. (estrato do jornal Público)

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Magistral artigo de opinião de António Fontes, acerca da Juíza do jet set Joana Pereira Dias

Um coelho fora da cartola

A liberdade de expressão pública na Madeira é, em si mesma, um “verdadeiro massacre.

03 DEZ 2017 / 02:00 H.

 

“Juíza queixa-se em tribunal do “verdadeiro massacre” provocado por José Manuel Coelho” – DN. 30.11.2017

1. Discordo na proporção de 99% da conduta pessoal e politica do José Manuel Coelho. Na restante proporção – a de 1% – estou totalmente de acordo com ele. Calma. Muita calminha. Faça o especial favor de continuar a ler ou mesmo a tresler este texto.

2. O José Manuel Coelho é um comunista ortodoxo. Ideologicamente é marxista-leninista e, no contexto geopolítico e “fachista” da Madeira, um estalinista-trotskista puro. Não acredita nos “tribunais da Madeira” e na seriedade dos juízes e cultiva a liberdade da devassidão. Na prática, não se defende nos tribunais e fulmina de forma despudorada os juízes da Madeira. Mártire e preso é o seu real objectivo. Há-de lá chegar.

3. No caso concreto – acusar em cartazes, publicações, blogues e vídeos na Internet a Juíza Joana Pereira Dias de “Juíza dos sete maridos” – é absolutamente intolerável e constitui um “verdadeiro massacre permanente” à pessoa da visada. Mas – o mas dos 1% – há que escalpelizar este assunto com palavras desprotegidas de pinças e de panos quentes.

4. A senhora doutora juíza Joana Pereira Dias tem todo o direito de exigir respeito pela sua vida privada. Todo! Mas – o mas do 1% – para exigir esse respeito, tem de pautar-se com intransigente recato na vida social e pública da Madeira. Não se pauta. Bem pelo contrario, faz uma vida social e pública na Madeira – por exemplo, em festas de fim-do-ano no Lobo Marinho ou em eventos no Teatro Municipal Baltasar Dias – expondo-se a ser fotografada em convívio com pessoas que, por dever de oficio, julga ou pode potencialmente ter de julgar em tribunal. Que é lixado ser juíza na Madeira – é. Mas é o elevado preço que – sem escusa ou impedimento – está obrigada a pagar por ser magistrada nesta terra queimada de preconceitos.

5. No limite – o limite de preservar o poder soberano da objectividade, independência e isenção das suas decisões – um juiz na Madeira não deve ter vida social pública. No limite dos limites – não deve mesmo ostentar publicamente amigos. Os madeirenses são intragáveis em juízos de desvalor. E implacáveis em teorias de conspiração judicial. Define-nos.

6. A liberdade de expressão pública na Madeira é, em si mesma, um “verdadeiro massacre.” Diria que, 99% das condenações por difamação proferidas pelos “Tribunais da Madeira” – muitas delas com a assinatura da Dra. Juíza Joana Pereira Dias – são “anuladas” milhares de euros depois no Tribunal Europeu dos Direitos dos Homens. É o “massacre” de quem se exibe publicamente sem freios nesta Madeira de rodriguinhos e rodeios.

7. Já condenar a prisão efectiva o José Manuel Coelho por “ofender” pessoas públicas como a agente de execução Maria João Marques e o politico Garcia Pereira – não me lixem – é nojento corporativismo judicial.

8. Mais: exibir-se em cuecas na Assembleia Legislativa Regional da Madeira perante o Dr. Tranquada Gomes – cuecas excitantemente brancas como tanto aprecia – é a representação perfeita da nudez ética daquela “casa de loucos”. Lamentavelmente, faltou o selo de um peidinho.

http://www.dnoticias.pt/opiniao/cronicas/um-coelho-fora-da-cartola-XY2441440#

 

Gil Canha em excelente artigo de Opinião para atiçar o “Gordo Papudo”

Gil Canha em excelente artigo de Opinião para atiçar o “Gordo Papudo”
Fantasiar para não sofrer

Por Gil Canha

Para a semana, a Assembleia Legislativa da RAM irá discutir o orçamento para o próximo ano, sendo a nossa monstruosa dívida o tema central da discussão parlamentar, já que condiciona todo o resto. Para explicar melhor este drama com rasgos de hecatombe, só os custos com o serviço da dívida levam 607 milhões de euros anuais, para uma previsão de receitas no valor de 850 milhões de euros. Para ser mais explicito, quase 80% daquilo que os madeirenses pagam dos seus impostos é para alimentar este tenebroso “bicho papão”, criado e medrado pela tresloucada governação jardinista.

E como é que os madeirenses reagem perante isto?! Com resignação? Com revolta? Com desespero? Com alheamento? Sigmund Freud, na sua obra “A psicologia das Massas e Análise do Eu” defende que “as massas por vezes têm uma psicologia e um comportamento muito semelhante ao indivíduo isolado”. (Atenção cafofianos! Isto não tem nada a ver com massas nem esparguetes). Sendo assim, podemos adaptar ao povo madeirense o “Modelo de Sofrimento” arquitetado pela célebre psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross, no seu livro On Death and Dying, onde defende que a maioria das pessoas passam por uma reação psíquica face à tragédia, ao luto e à perspetiva da morte, em cinco fases: 1. Negação, 2. Raiva,3. Negociação, 4. Depressão, 5. Aceitação.
Ora, perante esta tragédia de proporções apocalípticas e seguindo o modelo Kubler-Ross, em que fase estamos presentemente? A Negação e a Raiva contra a dívida de Alberto João Jardim já passaram, provavelmente a fase da Negociação também, se calhar neste momento o povo ainda está Deprimido, mas já vão aparecendo alguns sinais indicando que alguns indivíduos já entraram na Aceitação, que é como quem diz: “Vai tudo bem… não consigo lutar contra isto, o melhor é ajudar-me a este fadário; toca a pagar e bico calado; isto até foi para o bem de nós… perdemos a nossa qualidade de vida e levamos uma machadada nos nossos salários… mas tempos melhores virão! Vendo bem o nosso Albertinho não foi assim tão mau!” Resumindo, mesmo com o “pepino bem enfiado” fingimos que está tudo bem!”
Conforme já foi descrito por Kubler-Ross, alguns pacientes na fase de Aceitação e para ultrapassarem os episódios mais traumáticos ou o sentimento de perda chegam a exageros e a absurdos completamente apalhaçados: “Ah! O meu marido, ele era tão bom! É verdade que ele me dava porrada de caixão-à-cova, mas tenho tantas saudades dele!; Apesar dos avisos do médico para deixar de fumar, vou morrer de cancro nos pulmões, mas a minha família vai ficar feliz porque o seguro vai pagar o apartamento”, etc…
E se abrimos os jornais, vimos todos os dias elogios e louvores ridículos a Jardim, escritos por certos nostálgicos que, mesmo com o “rabo a arder”, acham que o Alberto João foi o maior, apesar de terem a família à míngua e os filhos dispersos pelo Mundo.
Segundo alguns psicólogos do comportamento social, nós temos a tendência quase desesperada para que o nosso sofrimento e os nossos sacrifícios TENHAM ALGUM SENTIDO. Por exemplo, na guerra colonial, os políticos incentivaram os jovens a combater pela pátria e pela glória de Portugal. E se algum desses jovens morria nas nossas ex províncias ultramarinas, não se poderia dizer aos pais que os filhos tinham morrido em vão… então, inventava-se frases eloquentes e cheias de valores patrióticos para justificar essas mortes inúteis e assim apaziguar o sofrimento dos familiares.
Na sua recente obra “Homo Deus”, Yuval Harari diz o seguinte: “Um soldado estropiado que tenha ficado sem as duas pernas prefere dizer a si mesmo: – sacrifiquei-me para a glória eterna da nação! Do que dizer: – fiquei sem as pernas porque fui estupido ao acreditar em políticos que só querem saber dos seus interesses.” E depois conclui: “Viver com a fantasia é muito mais fácil porque esta dá sentido ao sofrimento!”
Esta mesma lógica aplica-se à nossa periclitante situação atual, onde temos uma horrível dívida de cinco mil milhões de euros que nos sufoca e nos causa grande sofrimento. Então, fazemos como o soldado que perdeu as duas pernas e tentamos dar algum significado, algum sentido, a esta loucura atroz que nos levou ao abismo.
Então, preferimos dizer que a nossa DÍVIDA não foi em vão… que fizemos magníficas obras monumentais; que nos transformamos numa espécie de Singapura do Atlântico; que quando alguém chega à Madeira fica maravilhada com o nosso desenvolvimento; que temos grandiosos centros cívicos, magníficos campos de futebol, belíssimos campos de golfe, moderníssimas piscinas, enormes e eficientes parques industriais, fenomenais passeios marítimos, e que até exportamos inteligência para o Mundo graças ao nosso Brava Valley e ao nosso M-ITI-Madeira (como bons provincianos/vilões inventamos nomes ingleses para alindar o embrulho). Isto é, mascaramos a realidade com as nossas maravilhosas e pretensiosas fantasias, porque é infinitamente menos doloroso e menos humilhante para a nossa psicose coletiva isto tudo, que assumirmos que na realidade fomos “sodomizados”, aldrabados e tramados pelos excessos amalucados do dr. Jardim e respetiva camarilha.

Maria de Lurdes Rodrigues cumpre três anos de cadeia por difamação e injúria a magistrados. Numa entrevista exclusiva à TVI, Lurdes Rodrigues contou como se desenrolou todo o processo.

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Grande Mulher , corajosa e de uma lucidez invulgar : vejam as suas corajosas e lúcidas afirmações:

«Quem denuncia a corrupção é que tem que fazer tratamento psiquiátrico e quem pratica a corrupção é que anda à solta!»…
…«O que a sociedade civil está a verificar é que existe um abuso constante do poder político e do poder judicial sobre os elementos da sociedade civil. Aquilo é tudo deles!»

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/ha-um-abuso-de-poder-politico-e-judicial-sobre-elementos-da-sociedade/5819f2710cf29175b3ab1361

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